27jul

Tempo de ser mulher

Esse não é um tempo qualquer, mas um tempo em que as partes se juntam, os divididos se somam, os separados se unem, homem e mulher redescobrem seu lugar, seu papel, sua função, sua realização.

Nesse dia de hoje, ser mulher é olhar para dentro, olhar para o próprio interior e, perceber sua força, mas também sua fraqueza, perceber a extensão das suas capacidades, mas reconhecer seus medos e limitações.

Toda mulher forte “sabe” que, foi na rejeição e na indiferença que ela lapidou a força que agora demonstra. Que foi demonstrando coragem que ela escondeu seus medos; foi falando firme que ela chorou em silêncio.

Uma mulher sabe que a grandeza do que ela é, teve um preço, esse preço só pôde ser pago com dor e lágrima. Uma mulher, no sentido maior dessa palavra, sabe, que ela não é o que é, por escolha, mas por que a vida é assim e, foi assim com ela.

Oito de março não é para todas as mulheres, mas para aquelas que fizeram o que delas foi exigido que se fizesse; oito de março nasceu num dia de dor e sofrimento, e grandes mulheres são forjadas da mesma forma, em dor e sofrimento.

Ser mulher é ser forte e corajosa, destemida e intrépida, mas é se lembrar que ela é doce e suave, meiga e amorosa e, é nesse lugar de meiguice e amor onde ela sabe ser o que ela nasceu pra ser.

Mulher!!, no dia de hoje, não deixe de começar um profundo diálogo com você mesma e, encontrar a verdade mais profunda sobre você.

Luciano Alvarenga, psicanalista clinico

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